
Nas minhas andanças em busca de conhecer filmes clássicos encontrei há algum tempo uma atriz magricela que falava com uma voz aveludada e tinha tamanha delicadeza nos gestos que parecia de porcelana. Ela com certeza não é um ícone no que se refere a atuação e eu no começo a achei sem graça e artificial, mas só no começo. Depois de mais alguns filmes e sem me dar conta ia comparando todas as atrizes a tal magricelinha que vi pela primeira vez em Amor na tarde (1957), do meu também querido Billy Wilder.
Para quem não a conhece estou falando de Audrey Hepburn, que para alguns dispensa apresentações, mas que eu não conhecia até uns 3 anos atrás. Comecei a gostar ainda mais da Audrey e acompanhar seus filmes não por ela ser “a eterna bonequinha de Luxo de Hollywood” mas por descobrir, em um documentário sobre a sua vida que no auge de sua carreira ela ficou quase 10 anos afastada do cinema para acompanhar a infância dos filhos. Quem teria essa coragem?

Para mim, Audrey teve uma ingenuidade que a destacou em meio a Marilyn Monroe, Grace Kelly, Ingrid Bergman e tantas outras admiradas atrizes.
Ela mostrou ao mundo que nem só de sensualidade extrema vive Hollywood e que é possível ser lembrada por mais do que isso. Vale lembrar que ela conseguiu esse marco mesmo interpretando uma prostituta em Bonequinha de luxo.
Infelizmente Audrey morreu cedo, com apenas 63 anos, e dedicou os últimos anos de sua vida para ajudar, por meio da UNICEF, crianças do mundo todo... ah se ela estivesse aqui para ajudar essas crianças órfãs do Haiti!
Audrey Hepburn ganhou o Óscar de melhor atriz em 1953 por A princesa e o plebeu.
Para quem quiser conhecer essa grande personalidade do cinema de Hollywood sugiro Sabrina (1954) e Bonequinha de luxo (1961).
O seu filme Minha bela dama (1963) está na íntegra no you tube com legendas em espanhol.
